terça-feira, 28 de outubro de 2014

COMUNHÃO ANGLICANA NO MUNDO - BREVE HISTÓRIA POLÊMICA DO ANGLICANISMO

COMUNHÃO ANGLICANA NO MUNDO 
 BREVE HISTÓRIA POLÊMICA DO ANGLICANISMO

IGREJA ANGLICANA – INÍCIO E DESENROLAR DA HISTÓRIA
Inglaterra, 1533. O rei Henrique VIII era casado havia 24 anos com Catarina de Aragão. Com ela, teve 6 filhos, mas só um deles, uma menina, sobreviveu. Preocupado com o futuro do trono, Henrique deixou-se encantar por Ana Bolena – uma dama educada, culta, jovem e louca para subir na vida. O rei pediu o divórcio. O papa Clemente 7º negou. E ainda se recusou a abençoar a sua segunda união. Henrique 8º não pensou duas vezes: cortou relações com Roma e se declarou o chefe de uma nova Igreja – a Igreja Anglicana.
Essa é a parte da história que você conhece. Uma versão muito simplista, diriam os anglicanos. Segundo eles, o desejo de separação já estava presente bem antes desse episódio. Desde o século 2, para ser mais exato. Naquele tempo, ainda não havia a religião católica. Existia apenas o cristianismo. Onde os apóstolos paravam, construíam uma igreja, que ganhava o nome do povo local. Na Grã-Bretanha, virou Igreja Celta: uma adaptação do cristianismo aos costumes, crenças e tradições da região.
No século 6, já a mando da Igreja Católica, Santo Agostinho se estabeleceu na cidade inglesa de Cantuária, com o objetivo de converter os anglo-saxões. Virou o arcebispo de Cantuária e colocou a Inglaterra sob a tutela do Vaticano.
Foi assim por quase 1000 anos, até que o rei, particularmente afetado pelas regras do catolicismo, decidiu proclamar a independência.
Nascia a igreja mais liberal do século 16.
Em tempos de conquista de territórios, angariar fiéis não era das tarefas mais difíceis: a metrópole simplesmente impunha sua religião à colônia.
Mas a Igreja Anglicana fez diferente. Deixou que os povos colonizados contribuíssem com seus próprios valores e ideias. A adaptação era peça fundadora e fundamental da sua estrutura.
Os anglicanos acreditam na Santíssima Trindade e seguem, como todos os cristãos, as Sagradas Escrituras. Entre o catolicismo e o protestantismo, escolheram o caminho do meio. Dos católicos, pegaram a sua hierarquia de padres, bispos e arcebispos. Mas, como os protestantes, eles não aceitam a autoridade do papa. A figura que mais se aproxima disso é o arcebispo de Cantuária – nome herdado de Santo Agostinho –, que passa recomendações e mantém a unidade da Igreja no mundo. Mas não impõe nenhuma decisão.
Cada província (o grupo de cada país) é livre para questionar as recomendações do líder, que só entram em vigor após serem discutidas entre representantes do clero e dos leigos. Tudo por respeito à filosofia anglicana, que pressupõe a crença inabalável na maturidade dos fiéis. À Igreja cabe apenas a função de orientar os membros por meio do conhecimento do evangelho.
E assim, democraticamente, cada província construiu uma personalidade, que se reflete até no nome. Não existe uma única Igreja Anglicana: há a Igreja da Inglaterra, a Igreja da Irlanda, a Igreja Episcopal dos EUA, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, e por aí vai. Todas elas reunidas na chamada Comunhão Anglicana, presente em 160 países de todos os continentes do globo. Ao todo, são 80 milhões de fiéis, o suficiente para fazer dos anglicanos a 3ª maior comunidade cristã do mundo.
FREIRAS E FREIS ANGLICANOS?
Toda forma de trabalho, doação e respeito ao CRISTO RESSUSCITADO deve serRESPEITADA!
Para quem ficou surpreso com essa história de freiras e freis anglicanos, vou dar um breve esclarecimento sobre o assunto. A situação é a seguinte, no século XIX, houve um forte movimento de retorno ao catolicismo na Inglaterra, liderado por intelectuais e alguns religiosos de renome. Nesse processo de busca espiritual, houve quem levantasse como bandeira NÃO o retorno à IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, mas a algumas das práticas católicas abandonadas com a Reforma Protestante. Assim, foi retomada a vida monástica e institutos religiosos surgiram, na Inglaterra e espalharam-se por alguns países (entre eles o Brasil), dedicados, principalmente, ao ensino e aos cuidados dos doentes. São poucas as ordens e algumas caminham para a extinção. Entre as Ordens podemos citar: Franciscanos, Beneditinos, Agostinianos, Carmelitas e Cistercienses. Em alguns grupos as Freiras e os Freis não são celibatários e até casam entre si (O Anglicanismo permite o matrimônio entre os seu clero), porém são de total respeito a seus compromissos religiosos. No Brasil temos a ORDEM FRANCISCANA ANGLICANA DE CARIDADE E BENEVOLÊNCIA – ORDEM MISTA QUE ATUA NO RAMO DA EDUCAÇÃO E SAÚDE MENTAL.
Em 1944, a Igreja de Hong Kong passava por uma situação singular: não havia homens dispostos a assumir cargos de sacerdócio. Os bispos da província decidiram, então, ordenar uma mulher. Florence Li Tim Oi foi mandada para a colônia de Macau e entrou para a história como a primeira sacerdotisa de uma religião cristã.
Na Igreja Anglicana, as decisões, em geral, aparecem antes dos conflitos: com Florence Li Tim Oi, a discussão de gênero veio à tona. A questão só foi debatida oficialmente em 1968. E precisou de outros 10 anos para que a ordenação feminina fosse recomendada. Não parece uma questão tão complexa. Mas é. Os religiosos mais conservadores entendem que, uma vez que Jesus nomeou 12 apóstolos, todos homens, sacerdotes mulheres vão contra a ordem natural da Igreja. Os liberais discordam, argumentando que essa leitura restrita do evangelho pode dar margem a discriminações. E são a maioria. Hoje, grande parte das províncias aceita mulheres na hierarquia da Igreja.
“Os anglicanos enfrentam os desafios da sociedade moderna com muita propriedade. Em vez de expurgar uma facção dissidente, eles tentam conviver com a diversidade”, diz o sociólogo Edin Sued Abmansur, professor de teologia da PUC de São Paulo. Não é por acaso que boa parte dos novos fiéis venha de outras denominações cristãs – em geral, são ex-católicos e ex-evangélicos –, em busca de aceitação e acolhimento.
Na Inglaterra, por exemplo, a comunidade gay representa cerca de 50% do total. Natural que, com o tempo, alguns deles quisessem participar do clero. Em novembro de 2003, foi ordenado o primeiro bispo assumidamente homossexual da Igreja Anglicana. Gene Robinson, separado e pai de dois filhos, desbancou 3 concorrentes e foi o escolhido para ocupar o cargo na paróquia de New Hampshire, nos EUA.
As Igrejas da África e Ásia e algumas paróquias americanas pediram a expulsão da Igreja Episcopal dos EUA. Em assembleia, o pedido foi negado e outros sacerdotes gays começaram a ser ordenados ao redor do mundo.
A democracia que agregava, abria cada vez mais espaço para divergências: a divisão entre liberais e conservadores ficava cada vez mais clara.
Junho, 2008. A capela londrina de São Bartolomeu estava enfeitada para mais um casamento. O noivo, Peter, esperava ansioso a entrada de seu futuro esposo, David. A decisão do reverendo Martin Dudley, de celebrar com toda a pompa e liturgia anglicana a união entre dois homens, desobedecia a ordem de seu superior, o bispo Richard Chartres. Mas Dudley comprou a briga. “Fiz o que acho certo”, disse.
Peter e David – ambos pastores – trocaram alianças e voltaram para casa sob uma chuva de confetes, sabendo que aquele seria um marco para os anglicanos. Um golpe talvez forte demais para a ala conservadora, que havia muito tempo vinha engolindo em seco as decisões de modernização da Igreja.
“A prática da homossexualidade é um pecado que fere as Escrituras”, diz o bispo Robinson Cavalcanti, da diocese do Recife. Robinson faz coro com outras dioceses conservadoras que têm se mobilizado contra a ordenação e o casamento de homossexuais. Uma contradição, segundo o reverendo Richard Haggis, padre anglicano que já pertenceu à diocese de Londres. “Se Chartres fosse coerente com sua decisão de proibir o casamento entre homossexuais, teria que expulsar todos os padres gays de sua diocese. E, se essa caça às bruxas fosse bem-feita, deixaria cerca de 40% das vagas para serem preenchidas no próximo ano”, provoca. Dudley poderá ser punido. Ou não. Tudo depende do que for decidido nos próximos dias.
Os conservadores já têm uma posição bem clara.Em 2008, 300 de seus bispos se juntaram em uma assembleia independente realizada em Jerusalém e, num manifesto público, afirmaram que não reconhecem como membros da mesma comunidade religiosa a Igreja Episcopal dos EUA e a Igreja Anglicana do Canadá – duas das províncias mais liberais. Também disseram que não almejam o rompimento com a Comunidade Anglicana, mas rejeitam a autoridade do arcebispo de Cantuária assim como a ordenação de mulheres e de homossexuais ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O recado foi dado: depois de 5 séculos, um novo caminho está surgindo para o anglicanismo.
Em 2008 o tal futuro da religião anglicana foi discutido na Conferência de Lambeth, uma reunião realizada a cada 10 anos com os representantes da comunhão para debater os rumos da Igreja no mundo.
No Palácio de Lambeth, residência do arcebispo de Cantuária, o clima foi tenso: 200 dos 800 convocados se recusaram a comparecer, em solidariedade ao bloco conservador. Mas tudo indicava que a Igreja iria recuar. “Não temos como ir contra a história e voltar atrás em nossas conquistas”, adianta Luiz Alberto Barbosa, presidente da Câmara dos Clérigos e Leigos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que reúne representantes de todas as dioceses brasileiras. “Temos um problema e não vamos escondê-lo. Vamos discuti-lo.”
Essa discussão esbarra nos princípios do anglicanismo, segundo os quais cada um deve, à luz de sua fé e confiança em Deus, decidir o próprio caminho, por meio da liberdade individual, da autonomia e do discernimento. Ironicamente, essa visão, que motivou a formação da Igreja e que sempre a diferenciou das tradicionais seguidoras de Jesus Cristo, é também a causa do seu enfraquecimento.
Se os bispos liberais não estiverem mesmo dispostos a abrir mão de suas conquistas e os conservadores se mantiverem irredutíveis em suas decisões, estarão caminhando em direção ao cisma. Aos conservadores, ficariam duas opções: formar uma nova Igreja ou voltar às origens, juntando-se à Igreja Católica. E aos 80 milhões de seguidores da Comunhão Anglicana caberia decidir de que lado ficar. Decisões que envolvem riscos. “O desafio da modernidade se impõe a todas as Igrejas. A que tentar se adaptar aos novos tempos sempre terá um preço a pagar”, diz o sociólogo Edin Abmansur.

Ao gosto do fiel
Os anglicanos são livres para escolher que tipo de liturgia seguir. Dependendo da opção, as Igrejas são classificadas como low church, high church e broad church:
Low church (baixa igreja)
A liturgia é austera e centrada na pregação, bem ao estilo protestante. O sacerdote pode ser chamado de pastor e costuma usar uma simples estola sobre a batina alva.
High church (alta igreja)
Lembra as missas católicas, com incenso, velas, cruzes e cânticos. O sacerdote é conhecido como padre e o destaque da celebração é a sagrada eucaristia.
Broad church (igreja ampla)
Meio-termo entre a high church e a low church. É o padrão mais comum nas paróquias do Brasil.

Católicos x Anglicanos x Protestantes
As diferenças e semelhanças entre as 3 maiores comunidades cristãs do mundo
CATÓLICOS
Acreditam na Santíssima trindade? - Sim.
Seguem a Bíblia? - Sim.
Acreditam em santos? - Sim e cultuam imagens.
Realizam batismo, crisma e matrimônio? - Sim. E ainda eucaristia, ordem, penitência e unção dos enfermos.
Obedecem ao papa? - Sim.
Exigem celibato dos sacerdotes? - Sim.
Aceitam mulheres no clero? - Não. Mulheres não têm permissão de realizar liturgias ou sacramentos.
Aceitam o divórcio? - Não.
Aceitam a homossexualidade? - Não.
ANGLICANOS
Acreditam na Santíssima trindade? - Sim.
Seguem a Bíblia? - Sim. Também lêem o Livro de Oração Comum, com preces e orientações sobre a liturgia.
Acreditam em santos? - Sim.
Realizam batismo, crisma e matrimônio? - Sim. Todos os 7 sacramentos católicos foram incorporados pelos anglicanos.
Obedecem ao papa? - Não. O seu líder é o arcebispo de Cantuária, Mas ele só orienta, não impõe suas decisões.
Exigem celibato dos sacerdotes? - Não.
Aceitam mulheres no clero? - Sim. A primeira foi ordenada em 1944 e a decisão passou a ser recomendada em 1978.
Aceitam o divórcio? - Sim. E abençoam uma segunda união, a menos que a causa do divórcio tenha sido o adultério.
Aceitam a homossexualidade? - Sim. Gays são bem-vindos na comunidade e também no clero. Já realizaram, inclusive, um casamento entre gays.
PROTESTANTES
Acreditam na Santíssima trindade? - Sim.
Seguem a Bíblia? - Sim. Mas a Bíblia protestante tem 7 livros a menos que a Bíblia católica.
Acreditam em santos? - Não. E também não cultuam imagens.
Realizam batismo, crisma e matrimônio? - Sim. Mas, para eles, os sacramentos são sinais de algo sagrado – não conferem a graça divina.
Obedecem ao papa? - Não. Não há um único líder: as organizações são chefiadas por bispos.
Exigem celibato dos sacerdotes? - Não.
Aceitam mulheres no clero? - Alguns, como luteranos e batistas, aceitam mulheres em todas as hierarquias.
Aceitam o divórcio? - Nem todos. Os luteranos aceitam. Os batistas aceitam, mas não recomendam.
Aceitam a homossexualidade? - Sim. Algumas Igrejas permitem que eles sigam o sacerdócio. Outras os acolhem, mas não permitem sua ordenação.
*Texto Michelle Veronese


Arcebispo da Cantuária Dom Justin Welby 

Primaz de toda a Comunhão Anglicana 

A VIRGEM MARIA NA ORDEM FRANCISCANA ANGLICANA DE CARIDADE E BENEVOLÊNCIA



O PRIMEIRO SACRÁRIO - O SACRÁRIO VIVO
CO-REDENTORA
NOSSA MÃE


A VIRGEM MARIA NA TRADIÇÃO ANGLICANA

                              Maria na tradição da Igreja Anglicana
Gostaria, antes de mais nada, de agradecer ao convite que me foi formulado para falar neste Congresso Mariológico Mariano, acerca de um tema tão importante. E porque sei que é um tema de suma importância, tenho também conhecimento do peso de minha responsabilidade e das minhas limitações. Preferi falar neste dia sobre a posição encontrada na Comunhão Anglicana e não especificamente nas Igrejas da Reforma. Assim o fiz por duas razões. Em primeiro lugar, em função do pouco tempo que temos. Falar da presença e da ausência de Maria nas diversas tradições reformadas exigiria bastante tempo, o que inviabilizaria esta comunicação. Em segundo lugar, em função de nossa ignorância do tema, que exigiria um aprofundamento nestas mesmas e riquíssimas tradições o que não seria uma tarefa fácil. Se considerássemos apenas a obra de João Calvino, estaríamos em apuros; quando somamos a esta, os textos de Lutero e dos demais reformadores, com certeza, estaríamos em maus lençóis. A tradição Anglicana, no entanto, possui em seu seio muito da tradição luterana e calvinista, o que pode facilitar a reflexão. Além do mais, há um dado pessoal que pode ser lembrado: é, para mim, muito mais familiar falar do anglicanismo.


O que é a Comunhão Anglicana e o espaço que Maria ocupa nesta Comunhão.A Comunhão Anglicana é um conjunto de 40 Províncias (Igrejas) autônomas e autocéfalas, espalhada em 164 países e que congrega atualmente cerca de 95 milhões de pessoas. Estas Províncias estão em comunhão com a sé de Cantuária e possuem em comum uma história, uma espiritualidade, uma liturgia, um ethos, além de instâncias internacionais de extrema importância como a Conferência de Lambeth – que congrega a cada 10 anos todos os bispos anglicanos do mundo; a Reunião dos Primazes e o Conselho Consultivo Anglicano. Estas instâncias internacionais, contudo, não são deliberativas - uma vez que cada Província é autocéfala – mas trazem consigo um enorme poder espiritual e representativo. Uma das marcas da Comunhão anglicana é o seu ethos inclusivo, compreensivo e diverso. Isto significa que os anglicanos optam por manter uma espécie de via média entre Roma e Genebra. Ou seja. Dentro do anglicanismo existe a explícita e consciente tomada de posição por se manter a Tradição Católica da Igreja, ao lado da Tradição Protestante. O anglicanismo não nega os séculos de tradição que recebeu da patrística e da escolástica, mas também não rejeita o sopro renovador trazido pela Reforma protestante do século XVI. No anglicanismo as tradições litúrgicas e espirituais dos Pais da Igreja, co-existem com as doutrinas reformadas da sola escriptura e da sola gratia.Na prática isto significa que algumas comunidades, ou até mesmo dioceses e Províncias, poderão se identificar mais com a tradição católica ao passo que outras se ligarão mais a vertente reformada. Historicamente estas duas tendências ficaram conhecidas como Igreja alta e Igreja Baixa.A prática histórica da Igreja Anglicana tem reservado um lugar especial para Maria. Este espaço reservado para a pessoa da Virgem em nossas comunidades, tem sido bem maior do que o espaço encontrado em outras comunidades da Reforma e pode ser percebido em pelo menos cinco fatos. Em primeiro lugar, a Igreja anglicana, em todo o mundo, tem inúmeras paróquias e catedrais dedicadas à memória da Virgem. Poderíamos fazer referência, por exemplo, a St Mary’s Cathedral em Edinburgh, Escócia; à Igreja de St. Mary em Nackington, Inglaterra; a Igreja de St Mary em Hong Kong; e tantas outras Igrejas e catedrais dedicadas à memória da mãe do Salvador. No Brasil, citamos as paróquias da Virgem Maria em Caxias do Sul, RS e de Santa Maria em Belém, PA.Um segundo fato que também merece nossa referência, é a prática muito comum em toda Comunhão Anglicana, de se dedicar pelo menos uma capela nas grandes igrejas e catedrais à memória da Virgem, e de se usar, nestes lugares, a figura de ícones marianos. É assim, por exemplo, na catedral de Cantuária que possui no seu lado norte, a Capela da Bem-aventurada Virgem Maria.Em terceiro lugar, devemos fazer referência também a presença de imagens da Virgem Maria em algumas igrejas anglicanas. Devemos registrar, contudo, que esta prática é muito rara, sendo encontrada apenas em paróquias fortemente anglo-católicas.[2] Como exemplo podemos citar a presença de uma imagem conhecida como “Our Lady of Canterbury” na cripta da Igreja Catedral de Cristo, em Canterbury. No Brasil esta prática é inexistente.Uma outra prática, também comum a tradição anglo-católica de nossa Igreja, é a existência de lugares de peregrinação mariana, onde a pessoa da Virgem é lembrada e seu exemplo é vivido. Podemos fazer referência, por exemplo, à capela de Nossa Senhora de Walsingham, na Inglaterra, e que recebe desde 1061, anualmente milhares de pessoas que vão até lá lembrar da dedicação da Virgem ao Senhor e agradecer a Deus por ela.Finalmente, não podemos deixar de mencionar as muitas comunidades religiosas de espiritualidade mariana que existe em todo o mundo. À semelhança da Irmandade Evangélica de Maria, uma comunidade luterana que existe em Curitiba e que se iniciou na Alemanha, a Comunhão Anglicana possui inúmeras comunidades, monásticas ou não, mistas ou não, celibatárias ou não, em que a pessoa de Maria é vista como exemplo e padrão de espiritualidade. Na Inglaterra podemos encontrar várias delas, dentre as quais destacamos The Community of Our Lady & Saint John, The Community of St Mary the Virgin, The Community of Blessed Lady Mary, e The Congregation of the Sisters of the Visitation of Our Lady.


Onde encontramos a “teologia” da Igreja Anglicana?É comum dentro da Comunhão Anglicana se afirmar que nós não temos uma teologia oficial. Os luteranos estão muito ligados à pessoa e às idéias de Martinho Lutero; os presbiterianos e reformados se auto-intitulam “calvinistas”; o “tomismo” já teve (ou tem?) um certo status dentro da Igreja Romana, mas o anglicanismo jamais pretendeu ser “luterano”, “calvinista” ou “tomista”. Na realidade as três correntes (e muitas outras) existem no seio do anglicanismo. A Igreja, contudo jamais, se auto-definiu como sendo seguidora “deste” ou “daquele” teólogo. Quando nos perguntam “no que” a Igreja Anglicana crê, normalmente apresentamos o Livro de Oração Comum, como um texto que contém nossa crença. A Igreja anglicana crê como ora. Lex credendi lex orandi. E é assim, também quanto a pessoa da Virgem Maria. Se quisermos saber qual o lugar dado à mãe de nosso Salvador na Igreja anglicana, devemos pesquisar, antes de mais nada, o LOC.[3]


A pessoa da Virgem Maria no LOCAlém de ser obviamente mencionada dominicalmente na recitação do Credo Apostólico ou no Credo Niceno, o Livro de Oração Comum faz referência à Virgem em outras ocasiões: particularmente no Calendário, nos Próprios e nas Orações Eucarísticas. Vejamos cada uma destas referências.3.1. No calendário do LOC de 1987, no item 3, dedicado aos dias santos[4], encontramos três datas dedicadas a Maria. A primeira é a festa da Anunciação da Bem-aventurada Virgem Maria, comemorada no dia 25 de março. A segunda, é a festa da Visitação da Bem-aventurada Virgem Maria, comemorada dia 31 de Maio, e a terceira é a festa da Bem-aventurada Virgem Maria, celebrada no dia 15 de agosto. Devemos ressaltar que além destas datas, os antigos Livros de Oração Comum da Província do Brasil falavam de uma outra festa chamada de “Purificação da Virgem Maria” celebrada no dia 02 de fevereiro[5] e que, mais tarde, passa a se chamar de “Apresentação de Nosso Senhor Jesus Cristo no Templo”.3.2. Os Próprios lidos nestes dias, nos dão uma pista do papel que a Virgem Maria desempenha na teologia anglicana. O primeiro próprio, lido no dia 25 de março, contém a seguinte oração:“Suplicamos-te, Senhor, que dotes com tua graça os nossos corações, para que, assim como pela mensagem de um anjo à Virgem Maria havemos conhecido a encarnação de teu filho Jesus Cristo, também por sua paixão e cruz sejamos levados à glória de sua ressurreição. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.[6] O segundo próprio que menciona a Virgem Maria é o de 31 de maio, dia da Visitação da Bem-aventurada Virgem, e que diz o seguinte:“Ó Pai Celestial, por cuja graça uma virgem pura foi escolhida e abençoada para ser mãe de teu Filho, Jesus, mas muito mais abençoada em ter ouvido e guardado tua palavra; concede, a nós que honramos a exaltação de sua humildade, sigamos o exemplo de sua devoção à tua vontade. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.[7]Finalmente o próprio do dia 15 de agosto que nos diz:“Ó Deus, que chamaste à tua presença Maria, bem-aventurada mãe de teu Filho Encarnado, por cujo sangue fomos redimidos; concede-nos participar com ela na glória do teu eterno reino, por Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.[8]3.3. Nas Orações Eucarísticas Ela é mencionada na oração eucarística do Rito II, quando se diz acerca do filho “Tu O enviaste para assumir a carne humana, nascer da Virgem Maria e ser o Salvador e Redentor do mundo”.[9] E também aparece no corpo da Grande Oração Eucarística B que diz: “Ó Pai, de tal maneira amaste o mundo que, na plenitude dos tempos, enviaste teu único Filho para ser nosso Salvador. Feito carne pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria e viveu como um de nós, mas sem pecar”.[10] Ainda nesta mesma Oração, a Virgem aparece uma segunda vez ao se dizer: “E concede que participemos da herança dos Santos, [com a Bem-aventurada Virgem Maria, os Patriarcas, Profetas, Apóstolos e Mártires (e com NN)] e com todos os que tiveram o teu favor nos tempos passados”.[11]As ultimas referências feitas à Virgem Maria no LOC se encontram nos lecionários dominicais e diário dos Dias Santos[12], acompanhadas com as respectivas leituras da Escritura.


A Virgem Maria no Hinário AnglicanoO Hinário anglicanos possui poucas músicas que fazem referência à Mãe do Salvador. Estas músicas normalmente são indicadas para os momentos litúrgicos que celebram os eventos da história da salvação (p.e. Natal e Epifania) ou são músicas que apresentam a mãe do salvador ao lado dos apóstolos e demais santos em louvor ao Trino Deus ou a Cristo. Como exemplo deste tipo de Música, citamos a terceira estrofe do hino 218 que diz:“Ó Virgem Mãe do Redentor,Cheia de graça, em seu louvorTambém cantas – aleluia!Lá nas alturas entre os anjos,Na companhia dos arcanjos:Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia!”Dentre os hinos que podemos citar como exemplos apropriados para as festas litúrgicas, citamos o de nº 107 do Hinário Episcopal, de autoria do Rev. Henrique Todd Júnior, que é apropriado para a festa da anunciação e que nos diz o seguinte:“Honra demos a Maria, Virgem bem-aventurada. Adoremos a seu filho, luz do céu a nós mandada. Deus-menino veio à terra, Virgem-Mãe lhe deu beleza. Fez-se carne o eterno Verbo, Nossa é dele a natureza.


Honra ao filho de Maria! Em seu lar de piedade, Nem pobreza, nem fadiga, Nele impedem a bondade. Seu amor à mãe bendita é constante, puro e forte; Se deveres os separam, nela pensa até na morte.


Toda a glória ao Pai se oferte, toda a glória ao Filho seja, Toda a glória ao Parácleto – cante sempre a santa Igreja. Essa mesma trilogia, lá no céu Maria entoa, Repetida pelos santos, pela terra inteira ecoa!”


Um resumoAlguém já disse que “quem procura um santo busca um exemplo”. É assim que a Virgem Maria é vista na Comunhão Anglicana. Como um exemplo em muitas áreas da vida. Ela é, primeiro, exemplo de humildade. Ao ser confrontada com o Anjo ela reconhece sua condição humana e fala de sua indignidade. Maria nos dá um grande exemplo. Nos mostra que Deus pode “encher de graça” aqueles que dela necessitam. Martinho Lutero, em seu comentário do Magnificat, explicando porque traduziu a palavra “humildade” por “nulidade” ou “ser insignificante”, nos diz que Maria pretendia dizer o seguinte:“Deus olhou para mim, uma moça pobre, desprezada e insignificante. Ele poderia ter escolhido ricas importantes, nobres e poderosas rainhas, filhas de príncipes e grandes autoridades. Poderia muito bem ter escolhido a filha de Anãs ou Caifás, que teriam sido os maiorais do país. Porém ele olhou para mim, por pura bondade e usou para este fim uma moça humilde e desprezada. Diante dele ninguém deveria vangloriar-se de ter sido digno disso. Também eu tenho que confessar que se trata de pura graça e bondade. Não há merecimento ou dignidade nenhuma de minha parte”.[13]Para Lutero, Maria, que é chamada por ele de “a doce virgem”, não se vangloria de sua dignidade e nem tão pouco de sua indignidade, mas somente do olhar gracioso de Deus sobre ela. Segundo o reformador alemão, ela não se envaideceria de sua virgindade nem de sua humildade, mas apenas da graciosa observação divina. Por isso, nos diz Lutero, “a ênfase não está na palavrinha ‘humildade’, mas em ‘contemplar’. Não é sua humildade que deve ser louvada, mas a atenção por parte de Deus. Como quando um príncipe estende a mão a um mendigo: não se elogia nulidade do mendigo, mas a misericórdia e a bondade do príncipe”.[14]Maria é também vista como exemplo de desprendimento. Poderíamos até especular (e sei que isto já foi feito) sobre o que teria acontecido se ela tivesse rejeitado a proposta de Deus. Mas o dado é que ela abraçou o convite de Javé e, ao fazer isso, disse não a sua própria vida, a seus projetos, a seus sonhos, a tudo o que havia imaginado com seu marido. Ela estaria eternamente ligada àquele que seria seu Filho e Salvador do mundo e à sua Missão.Em terceiro lugar ela é apontada como exemplo de submissão. Ela disse “eis aqui a serva do Senhor. Cumpra-se segundo a sua vontade”. Ela era uma mulher submissa ao seu Deus e como tal, se apresenta para servir às ordens de Deus, com tudo o que tem: sua vida!Ela é também exemplo de santidade. Ser “santo” significa ser “separado”, “dedicado” para algo ou alguém. E Maria era assim: dedicada com todo o seu corpo e alma a Deus e ao seu propósito.Maria é, também, vista como a mais Bem-aventurada de todas as mulheres. Por ser a mãe do Salvador; por receber em seu ventre o Verbo da vida; por amamentar aquele que nos sustenta com sua mão; por cuidar daquele que cuida de nós. O que ela presenciou, viveu, sentiu, contemplou, nunca jamais poderá ser feito por outra mortal. Ela, mais do que qualquer outra é, sim, Bem-aventurada! Em resumo, podemos assumir tudo o que foi dito por Karl Barth quando ele assim se expressa: “Maria é um fator indispensável na proclamação bíblica pela ausência da ênfase em sua pessoa, pelo significado infinito de sua modéstia e humildade, de quem só recebe a bênção”.[15] De acordo com esta leitura, sua grande marca é, nas palavras do Bispo Sumio Takatsu “A vida oculta em Cristo, sem aparecer no primeiro plano e nem no ‘kerygma’ apostólico”.[16]


Pontos de tensãoDepois do que foi dito, é bom falar um pouco dos pontos de tensão existentes entre nossas tradições. Primeiro reflitamos sobre o culto. Os anglicanos fazem um culto centrado na Trindade. Do início ao fim do culto há inúmeras referências à Santíssima Trindade. Nosso louvor, nossa adoração e nossas orações são todas feitas em direção a Deus, pela mediação de Jesus Cristo. A prática de se dirigir orações a Maria ou aos demais santos é inexistente na Igreja anglicana. Nossa compreensão das Escrituras só nos autoriza orar a Deus. Em função da doutrina da Comunhão dos santos, contudo, não há problemas em se aceitar que os Santos na glória orem e intercedam pela Igreja Militante, contudo esta oração é vista como uma intercessão no sentido lato ou genérico, e não no sentido estrito ou específico. Esta leitura compreende que, mesmo na glória, os santos continuam sendo ontologicamente seres humanos e, como tal, desprovidos de onisciência ou onipresença. Não cremos, portanto que os santos possam tomar ciência das orações que lhes são dirigidas (muitas delas mentais) pelos fiéis na terra.Um segundo ponto de tensão diz respeito aos chamados dogmas marianos. Existem quatro dogmas marianos aceitos na Igreja romana: o dogma da Maternidade Divina, a Virgindade Perpétua, a Assunção e a Imaculada Conceição. Estes dogmas são, via de regra, e em bloco, questionados pelas denominações protestantes mais jovens. Contudo, a medida em que retrocedemos no tempo, quase todos são compreendidos e aceitos, se lidos dentro de uma outra ótica. Quanto ao primeiro dogma, o da Maternidade Divina, ele é recebido sem qualquer dúvida, por todas as Igrejas da primeira Reforma (Anglicanos, Luteranos e Calvinistas) quando lido dentro do seu contexto original. A compreensão reformada entende que a fórmula teotokos surgiu dentro de um debate cristológico e não mariológico. Assim sendo, as Igrejas da Reforma não possuem qualquer dificuldade de acreditar, e proclamar, que Maria não foi mãe de mero homem, mas mãe de Deus. Ela não levava em seu ventre alguém que possuía apenas a natureza humana, mas era Portadora de Deus. O Verbo divino repousava em seu ventre. A leitura reformada, em geral, e anglicana, em particular, compreende que o contexto da declaração aponta para um resgate da dignidade do Filho e não da mãe.O segundo dogma apresenta um componente maior de dificuldade para os reformados. A leitura comum entre os membros da família protestante histórica é que houve um tratamento equivocado com a palavra “virgem”. Há, no Antigo Testamento, uma profecia acerca da “virgem que conceberá e dará a luz a um filho”. Todos os cristãos, independente da tradição, compreendem que este verso se refere ao nascimento de Jesus. Mas o que se coloca é que a palavra “virgem” surge no contexto hebraico e é transferida sem qualquer advertência para o contexto grego onde será, mais tarde, transformado em dogma.[17] Explico. Segundo os exegetas a palavra hebraica usada para “virgem” significa apenas “jovem” ou “moça”. Com isso não se quer dizer que Maria não era “virgem” no sentido “físico” mas apenas que era uma “jovem” que daria a luz ao salvador. As duas verdades obviamente estavam ligadas. Esta visão judaica foi esquecida e uma outra interpretação ou leitura (agora grega) será usada para ler a palavra “virgem”. Entre os gregos, a virgindade se associava mais com a idéia de alguém “intocado” ou mesmo “sem mácula para o sacrifício”. A chave hermenêutica grega não observa mais a juventude mas o estado físico. Em função dessa apropriação do texto bíblico a partir de uma ótica helênica, a Igreja sempre afirmou a virgindade de Maria. Dentro dos arraiais reformados históricos, e isto inclui os anglicanos, os textos teológicos e/ou litúrgicos oficiais, sempre se referiram a Maria como a Virgem Maria. Entendo, todavia, que a leitura protestante da virgindade de Maria não passa pelo contexto fisiológico (até porque os protestantes sempre compreenderam que Maria teve outros filhos), mas é visto pelo contexto da pureza e da castidade. Marcas que cremos, ela sempre preservou. A simples associação do sexo com a impureza é hoje rejeitada entre os protestantes. O argumento mais forte entre os reformados, contudo, me parece ser o exegético. Este texto de Isaías, diz a tradição protestante, ressalta o Filho de Deus e não o papel da jovem que conceberia. Na história de Israel inúmeros homens foram chamados por Deus para um papel especial e é surpreendente notar que a marca de seu chamamento foi a miraculosidade de seu nascimento. Foi assim com Isaque, Samuel, Jacó, Esaú, Sansão, João batista, etc. o fato de terem todos eles mães incapazes de gerar apenas exaltava o filho como alguém enviado por Deus para uma missão especial. O dogma da virgindade de Maria também exalta, portanto, o Filho. Quanto ao dogma da Assunção de Maria, ele é universalmente rejeitado entre os reformados, mas “relido” entre alguns anglicanos. Para um segmento do anglicanismo, a assunção de Maria ao céu é aceita e vista como um quadro que descreve o que ocorreu com todos os que morreram em Cristo e que deverá acontecer com todos os demais cristãos. Sim, afirmamos que Maria foi assunta aos céus e que foi coroada. Mas, por um lado, negamos que sua assunção tenha sido corporal e, por outro, afirmamos que ela recebeu a coroa que todos os cristãos também receberão. É por isso que o próprio deste dia faz referência ao fato de ter sido ela “chamada” a presença de Deus, o que ocorrerá com todos nós. O ultimo dogma é universalmente rejeitado pelos reformados. A leitura comumente aceita entre as famílias protestantes, e isto inclui os anglicanos, é que Maria também possuía a mácula do pecado original e que, como tal foi perdoada e salva pela morte vicária e expiatória de Jesus. Ela não era “cheia de graça” como nos fazia crer o texto da Vulgata, (que inspirou a reflexão escolástica) mas, “agraciada”, como se lê mais corretamente no texto grego. Ou seja, a leitura reformada encontra em Maria um receptáculo da graça que a atinge imerecidamente e não alguém que possui, por causa da ausência da mácula original, graça em si mesma.Na realidade, os anglicanos (assim como os reformados e ortodoxos) entendem que estes dois últimos dogmas possuem três grandes problemas. O primeiro problema é a falta de catolicidade do testemunho da Igreja. Assim como encontramos autores que defendem ambos os dogmas, encontramos também Pais da Igreja que jamais assinariam estas declarações. Ou seja, a Imaculada Conceição e a Assunção Corporal nunca foram universalmente aceitos pelo testemunho inequívoco da Igreja, existindo este ultimo dogma apenas em textos pseudoepigráficos e em lendas antiqüíssimas.O segundo problema é a falta de catolicidade na proclamação destes dogmas. Segundo o entendimento anglicano (e também reformado e ortodoxo), estes dogmas, representam a declaração de uma parcela da Igreja Católica de Cristo, a medida em que apenas a Igreja Romana assim compreende, define e aceita. Ficaram de fora da discussão todas as demais tradições cristãs. Tanto as famílias ortodoxas quanto os cristãos reformados deveriam estar presentes para que estas formulações tivessem poder católico ou universal. Todos os principais teólogos do século XX fizeram referência a estas duas declarações dogmáticas como complicadores para o diálogo ecumênico. É claro que na base desta discussão está o conceito Romano de “Igreja” recentemente discutido e lembrado no documento Dominus Iesus.O terceiro problema é a redação impositiva do texto da Bula Inaffabillis Deus. De acordo com o documento do Papa Pio IX esta doutrina “deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis”. Exigir a crença na Imaculada Conceição aos “fiéis” implica em impor um julgo muito pesado sobre o restante da cristandade, além do que, entende os anglicanos, em um juízo de valor extremamente forte e contundente, que apenas contribui para cindir mais a ferida que existe no Corpo de Cristo.Lamentamos que a figura da Virgem Maria seja completamente e deliberadamente esquecida na maioria das comunidades que surgiram em decorrência da Reforma protestante do século XVI. É nossa convicção, no entanto, que a Bem-aventurada Virgem Maria ocupa um lugar especial na Comunhão anglicana. Ela é honrada como Bem-aventurada; honrada como Virgem e como Mãe de Deus. Mas, como diz o Rev. Luiz Caetano Teixeira, “a evocação de Maria entre os anglicanos, em sua maioria, é no sentido de tê-la como referência e modelo, mas não como advogada ou co-operadora na Graça”.[18]


ConclusãoComo vimos, há, entre os anglicanos e entre os cristãos reformados, um espaço relevante que é dedicado à pessoa da virgem Maria. No entanto, este espaço tende a ser menor do que aquele que é dado pela igreja romana. Vimos também que no anglicanismo e nas demais igrejas reformadas, os santos em geral, e Maria, em particular, são exemplos de vida para todos os cristãos. O maior exemplo desta postura dentro da liturgia anglicana, é a oração adicional presente à página 208 do LOC que diz o seguinte:“Ó Deus, Rei dos Santos, nós te louvamos e glorificamos teu Santo Nome por todos os teus servos que já encerraram sua carreira em tua fé e temor; pela bendita virgem Maria; pelos santos patriarcas, profetas, apóstolos e mártires; e por todos os demais teus servos justos, tanto os conhecidos como os desconhecidos; e te rogamos que nós, estimulados por seus exemplos, ajudados por suas orações e fortalecidos por sua comunhão, sejamos também participantes da herança dos santos em luz; pelos merecimentos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém”.[19]Esta citação nos coloca diante de um resumo do que afirma a tradição anglicana. Os santos são vistos como exemplos que fortalecem nossa vida e como intercessores (mesmo que orem genericamente) junto ao Pai. Esta doutrina tem base, acima de tudo, na doutrina histórica da “comunhão dos santos” e possui uma vasta aceitação em todos os seguimentos da comunhão anglicana. Para concluir, devemos reconhecer que por trás de toda dificuldade que temos para sentar e refletir sobre os grandes temas da salvação, existe uma história cheia de ódio, de desamor, de intriga e de sofrimento. Não é fácil fazer com que estas parcelas separadas (pela falta de humildade) do corpo de Cristo reconheçam sua parcela de culpa na separação. Mas pelo menos devemos olhar para o Colégio Apostólico com outros olhos. Eles eram homens diferentes; com panos de fundo diferentes; origens diferentes e temperamentos diferentes. Mas eles tinham duas coisas em comum: o desejo de cumprir a Missão que seu Senhor lhes dera e a presença de Maria entre eles. Como uma mãe preocupada com o bem estar dos filhos, Maria nos dá a mesma orientação que deu àqueles que estavam nas bodas de Caná e que serve de texto base para este Congresso Mariológico Mariano: “fazei tudo quanto ele vos disser” (Jo 2:5). Se conseguirmos, ainda hoje, ouvir as instruções da Virgem, com certeza não faltará alegria (vinho) entre os convidados para a festa (do Reino). Que o exemplo da Bem-aventurada Virgem Maria nos inspire a todos e nos faça mais consagrados ao serviço da vida e da esperança.


Autor: Rev. Jorge Aquino, ose [1]


BIBLIOGRAFIALUTERO, M. O Louvor de Maria. São Leopoldo/ Porto Alegre, Editora Sinodal/Editora Concórdia, 1999MOSS, Claude B. The Christian Faith: an introduction to dogmatic theology. London, SPCK, 1961NEILL, Stephen. El anglicanismo. Madri. Iglesia Española Reformada Episcopal, 1986O LIVRO de Oração Comum: Forma abreviada e atualizada com Salmos litúrgicos. Porto Alegre, Igreja Episcopal do Brasil, 1987HINÁRIO Episcopal. Porto Alegre, Publicadora Ecclésia, 1962TAKATSU, Sumio. Dogmas mariológicos e suas interpretações. In: ASTE – Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (Ed.). O Catolicismo Romano: um simpósio protestante. São Paulo: ASTE, s.d.TEIXEIRA, Luiz Caetano G. A Bem-aventurada Virgem Maria no Anglicanismo. In Grande Sinal - Revista de Espiritualidade, Ano LII- 1999/2. Petrópolis, Instituto Teológico Franciscano, 1999


[1] O Rev. Jorge Aquino é Presbítero da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, servindo à Diocese do Recife, como Arcediago da Paraíba e do Rio Grande do Norte. É membro da Ordem Evangélica de Santo Estevão Mártir e Reitor do Seminário Teológico Anglicano do Recife.[2] Em uma matéria editada no Anglican World na festa da Trindade de 2001, há uma referência a cerimônia da bênção de uma imagem de Maria com o menino Jesus, realizada no dia 24 de abril, no College of Preachers (Catedral de Washington) pelo Arcebispo de Cantuária D. George Carey.[3] No Brasil normalmente chamados o Livro de Oração Comum pela abreviação LOC.[4] LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 14[5] Esta designação ocorre desde o LOC de 1903 até o de 1950.[6] LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 139[7] LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 140[8] LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 142[9] LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 76[10] LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 87[11] LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 89[12] LIVRO DE ORAÇÃO COMUM, p. 430, 431 e 506-508[13] LUTERO, M. O Louvor de Maria. São Leopoldo/ Porto Alegre, Editora Sinodal/Editora Concórdia, 1999. p. 38[14] LUTERO, M. O Louvor de Maria. São Leopoldo/ Porto Alegre, Editora Sinodal/Editora Concórdia, 1999. p. 39[15] BART, Karl, Church Dogmatic. Vol. I, 2,p.140[16] TAKATSU, Sumio. Dogmas mariológicos e suas interpretações. In: ASTE – Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (Ed.). O Catolicismo Romano: um simpósio protestante. São Paulo: ASTE, s.d. p. 136[17] A palavra hebraica que significava “jovem” será traduzida na LXX por “virgem” e é aqui que surge o problema.[18] TEIXEIRA, Luiz Caetano G. A Bem-aventurada Virgem Maria no Anglicanismo. In Grande Sinal- Revista de Espiritualidade, Ano LII- 1999/2. Petrópolis, Instituto Teológico Franciscano, 1999, p. 144[19] Livro de Oração Comum p. 208, 209.

Linhas de Sucessão Apostólicas do Bispo +++Dom Rogério Ribeiro Campos


Linhas de Sucessão Apostólicas 

 Dom Rogério Ribeiro Campos

ANTES DE PROSSEGUIRMOS FAÇAMOS UMA REFLEXÃO SOBRE ALGUNS PONTOS DA LEI ACERCA DE CRIMES CONTRA A HONRA:



São três os crimes contra a honra tipificados pelo nosso código penal:

Calúnia (art. 138); Difamação (art. 139) e Injúria (art. 140).

Em muitas situações, tanto o leigo como os operadores do direito, confundem os três institutos. Enxergo de forma bem natural essa confusão, pois devido aos detalhes que cada instituto possui, se pouco explorados, causam certa dificuldade de definição.

O texto, aqui descrito, não tem o caráter de aprofundar-se nos pormenores peculiares de cada instituto, por isso a doutrina é sempre muito bem recomendada para um conhecimento mais aprofundado do assunto em tela, pois, SOMENTE, escreverei sobre o caput de cada tipicidade.

Comecemos pelo primeiro crime contra a honra tipificado pelo código:

Calúnia

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:

Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos.

Exceção da verdade

§ 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo:

I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível;

II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do art. 141;

III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível.

Visando tutelar a honra objetiva do ser humano, ou seja, aquela que diz respeito sobre o que outras pessoas pensam do indivíduo caluniado, o objeto jurídico a ser tutelado é a qualidade física, intelectual, moral e demais dotes que a pessoa humana possui.

Curioso e importante sobressaltar o que caracteriza a calúnia, muitas vezes confundida com os outros dois tipos penais que veremos no decorrer do texto.

Para que se caracterize a calúnia, deve haver uma falsa imputação de fato definido como crime (não se admitindo fato definido como contravenção penal, que poderá ser tipificado em outro dispositivo) de forma determinada e específica, onde, outrem toma conhecimento.

Não basta simplesmente ser uma afirmação vaga sem nenhuma descrição do fato criminoso como, por exemplo, dizer que tal pessoa é um ladrão.

Deve haver uma “narrativa” do fato falsamente imputado, com o mínimo de entendimento que tal fato tenha “começo meio e fim” (ainda que de forma não detalhada). Exemplo a ser dado é o de uma pessoa imputar a outra, falsamente, a seguinte situação: “A roubou B porque este não havia-lhe pago uma dívida que contraíra meses atrás”.

A narrativa, ainda que breve, teve começo: “A roubou B”; meio: “porque B não havia-lhe pago uma dívida”; e fim : “contraída meses atrás”.

Difamação

Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Exceção da verdade

Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.

Assim como no crime de Calúnia, aqui, protege-se a honra objetiva (já descrita no crime de Calúnia) do sujeito.

O crime de Difamação consiste na atribuição a alguém de um fato desonroso, mas não descrito na lei como crime, distinguindo-se da Calúnia por essa razão (Mirabete).

No mesmo sentido, Fernando Capez diz que não deve o fato imputado revestir-se de caráter criminoso; do contrário, restará configurado o crime de Calúnia. A imputação de fato definido como contravenção penal caracteriza o crime em estudo.

Não é necessário que a imputação seja falsa, ocorrendo o crime em tela no momento em que é levado a outrem os fatos desabonadores de um determinado indivíduo (sujeito passivo). É a imputação de um fato ofensivo à reputação.

O fato ofensivo deve, necessariamente, chegar ao conhecimento de terceiros, pois o que é protegido pela lei penal é a reputação do ofendido.

Por fim, o fato deve ser concreto; determinado, não sendo preciso ser descrito em detalhes, porém, a imputação vaga e imprecisa pode ser classificada como Injúria.

Se divulgo que “João” traiu a empresa que trabalhou para ir trabalhar em uma empresa concorrente, configura o crime em tela. Diferente é a situação se eu divulgar que “João” é um traidor (genericamente), que configurará o crime de Injúria.

Importante destacar as palavras de Nelson Hungria: “Em caso de dúvida, a solução deve ser no sentido de reconhecimento de Injúria, que é menos severamente punida que a difamação (in dubio pro reo)”.

Injúria

Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena:

I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;

II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.

§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)

Pena - reclusão de um a três anos e multa.(Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997)

Ao contrário da Calúnia e Difamação, o bem jurídico tutelado, aqui, é a honra subjetiva que é a constituída pelos atributos morais (dignidade) ou físicos, intelectuais, sociais (decoro) pessoais de cada indivíduo.

Não há, no crime em tela, imputação de fatos precisos e determinados, mas apenas fatos genéricos desonrosos ou de qualidades negativas da vítima, com menosprezo, depreciação etc.

Dessa forma, qualquer imputação (opinião) pessoal (insultos, xingamentos...) de uma pessoa em relação à outra, caracteriza o crime de Injúria.

Injuriar alguém, significa imputar a este uma condição de inferioridade perante a si mesmo, pois ataca de forma direta seus próprios atributos pessoais. Importante ressaltar que, neste crime, a honra objetiva também pode ser afetada.

No crime de Injúria não há a necessidade que terceiros tomem ciência da imputação ofensiva bastando, somente, que o sujeito passivo a tenha, independentemente de sentir-se ou não atingido em sua honra subjetiva. Se o ato estiver revestido de idoneidade ofensiva, o crime estará consumado.

Por outro lado, mesmo que a Injúria não seja proferida na presença do ofendido e este tomar conhecimento por terceiro, correspondência ou qualquer outro meio, também configurará o crime em tela.

Linhas de Sucessão Apostólicas 

 Dom Rogério Ribeiro Campos


HISTÓRICO: Sagrado como Bispo da Igreja Católica Carismática da América e instalado como Bispo-Presidente da Igreja Católica Carismática da América no Brasil, Diocese São João Batista, em 26 de Junho de 2005.

Nomeado como Bispo Ordinário da Província Anglicana Tradicional do Brasil, Diocese do Centro-Oeste, da Comunhão Anglicana Independente Mundial (The Anglican Independent Communion Worldwide – AICW) em 15 de outubro de 2007.

Eleito e nomeado como Bispo-Presidente da Comunhão Anglicana Independente Mundial (The Anglican Independent Communion Worldwide – AICW) para o Brasil, de 02 de Junho de 2008 até 06 de Dezembro de 2009.
 Recepcionado e nomeado como Bispo-Prelado para as Instituições Religiosas da Província do Brasil (Igreja Anglicana Tradicional), da Comunhão Anglicana Independente (The Anglican Independent Communion Worldwide – AICW) em 07 de Dezembro de 2009. Nomeado como Bispo Titular de Goiânia, Estado de Goiás, da Diocese do Japi, vinculada à Província Anglicana de Latinoamérica (Chile), da Comunhão Anglicana Independente Mundial (The Anglican Independent Communion Worldwide – AICW), em 05 de março de 2010.ORDENANTES:Dom Jean Paul A. Boucher (Michael), ordenante principal – Archbishop of St. John Diocese of The Charismatic Catholic Church of USA.Dom José Carlos Teodoro, ordenante – Arcebispo da Igreja dos Velhos Católicos do Brasil.Dom Aparecido Pereira, ordenante – Arcebispo da Igreja dos Velhos Católicos do Brasil.LINHAGENS EPISCOPAIS:Recebida de Dom Jean Paul A. Boucher, Estados Unidos da América.1- Ordenado ao episcopado em 1997.2- Ordenante principal: Dom Andre Letellier.ANGLICAN-LINE(THE CHURCH OF ENGLAND AND THE PROTESTANT EPISCOPAL CHURCH OF UNITED STATES OF AMERICA SUCCESSION)Pope St. Nicholas I (c.858)Formosus (c.864)St. Plegmund (c.891)Althelm (c.909)Wulfhelm (c.914)Odo (c.927)St. Dunstan (c.957)St. Aelphege (c.984)Elfric (c.990)Wulfstan (c.1003)Ethelnoth (c.1020)Eadsige (c.1035)Stigand (c.1043)Siward (c.1058)Bl Lanfranc (c.1070)Thomas (c.1070)St. Anselm (c.1094)Richard de Belmeis (c.1108)William of Corbeuil (c.1123)Henry of Blois (c.1129)St. Thomas Becket (c.1162)Roger of Gloucester (c.1164)Peter de Leia (c.1176)Gilbert Glanville (c.1185)William of St. Mere L´eglise (c.1199)Walter de Gray (c.1214)Walter Kirkham (c.1249)Henry (c.1255)Anthony Beck (c.1284)John of Halton (c.1292)Roger Northborough (c.1322)William Wyvil (c.1330)Ralph Stratford (c.1340)William Edendon (c.1346)Imon Sudbury (c.1362)Thomas Brentingham (c.1370)Robert Braybrooke (c.1382)Roger Walden (c.1398)Henry Beaufort (c.1398)Thomas Bourchier (c.1435)John Morton (c.1479)Richard Fitzjames (c.1497)William Warham (c.1502)John Longlands (c.1521)Thomas Cranmer (c.1533) - First Reformed Archbishop of Canterbury, Church of EnglandWilliam Barlow (c.1536) - Bishop of St Asaph, of St David´s, of Bath and Wells and of ChichesterMatthew Parker (c.1559) - Second Reformed Archbishop of Canterbury, Church of EnglandEdmund Grindal (c.1559)John Whitgift (c.1577)Richard Bancroft (c.1597)George Abbot (c.1609)George Montaigne (c.1617)Bl William Laud (c.1621) - Bishop of St. David´s 1621, Chancellor of Oxford University 1629, Archbishop of Canterbury, 1633.Brian Duppa (c.1638)Gilbert Sheldon (c.1660)John Tillotson (1691)Thomas Tenison (1695)William Wake (1716)John Potter (1737)Thomas Herring (1747)Matthew Hutton (1757)Thomas Secker (1758)Frederick Cornwallis (1768)John Moore (1783)William Withe, 2d Bishop in America, Bishop of Pennsylvania (1787)Henry Ustick Onderdonk, Bishop of Pennsylvania (1827)Allan M. McCorsky, Bishop of Michigan (1826)William Edward McClaren, Bishop of Chicago (1875)William Montgomery Brown, Bishop of Arkansas, after Bishop of Old Catholic Church of America (1898)Wallace David De Ortega Maxey (1927)Leofric, Archbishop of SuthoniaMar Georgius I, Patriach of Glastonbury (1945)Mar Johannes, Archbishop of Karim (1950)Charles Philip Stuart Singer (1952)(*) Charles (Ignatius Carolus) Brearly, Bishop of Yorkshire UH (1954); Archbishop of Danum (1954)(*) Andre Leon Barbeau, Archbishop of Quebec (1968)(*) Andre Letellier, Coadjutor Archbishop of Quebec (Old Holy Catholic Church in Canada) (c 1968)Jean Paul A. Boucher (Michael), Archbishop of St. John Diocese - Charismatic Catholic Church of USA (c 1997) Rogério Ribeiro Campos, Bishop of St John Baptist Diocese, Brazil (c 2005)(*) Bispos reconhecidos por Parecer do cardeal Gagnon (Cúria Romana), a pedido do Papa João Paulo II.CATHOLIC LINE THROUGH MEXICO(HERFORD AND BREARLY SUCCESSION)(247) Maran Mar Rowell Shimun XVII (248) Anthony Thondanatt (c 1862)(249) Luis Mariano Soares (c 1899)(250) Ulric Vernon Herford (c 1902)(251) William Stanley MacBean Knight (c 1925)(252) Headley Coward Bartlett(253) Hugh George de Willmott Newman, Archbishop of Glastonbury (c 1945)(254) Harold Percival Nicholson (Mar Johannes), Archbishop of Karim - Old Holy Catholic Church of America (c 1950)(255) Charles Philip Stuart Singer (Mar Phillipus), Bishop of the Old Holy Catholic Church of America (c 1952)(*) (256) Charles (Ignatius Carolus) Brearly, Bishop of Yorkshire, later elected Archbishop (c 1954)(*) (257) Andre Leon Barbeau, Archbishop of Quebec - Old Holy Catholic Church in Canada (c 1968)(*) (258) Andre Letellier, Coadjutor Archbishop of Quebec (Old Holy Catholic Church in Canada) (c 1968)(259) Jean Paul A. Boucher (Michael), Archbishop of St. John Diocese - Charismatic Catholic Church of USA (c 1997) (260) Rogério Ribeiro Campos, Bishop of St John Baptist Diocese, Brazil (c 2005)(*) Bispos reconhecidos por Parecer do cardeal Gagnon (Cúria Romana), a pedido do Papa João Paulo II.ANTIOCHIAN ORTHODOX LINE (PATRIARCHATE OF ANTIOCH SUCCESSION) 1. Peter, the Apostle (35)2. Eyodius (44) 3. Ignatius (Martyr) (68) 4. Earon (107)5. Cornelius (137) 6. Eados (142) 7. Theophilus (157) 8. Maximus (171) 9. Seraphim (179) 10. Asclepiades (Martyr) (189) 11. Philip (210) 12. Zebinus (219) 13. Babylos (Martyr) (237) 14. Fabius (250) 15. Demeirius (251) 16. Paul I (259) 17. Domnus I (270) 18. Timotheus (281) 19. Cyrilus (291) 20. Tyrantus (296) 21. Vitalius (301) 22. Philogonius (318) 23. Eustachius (323) 24. Paulinus (338) 25. Philabianus (383) 26. Evagrius (386) 27. Phosporius (416) 28. Alexander (418) 29. John I (428) 30. Theodotus (431) 31. Domnus II (442) 32. Maximus (450) 33. Accacius (454) 34. Martyrius (457) 35. Peter II (464) 36. Phiadius (500) 37. Serverius, the Great (509) 38. Sergius (544) 39. Domnus III (547) 40. Anastasius (560) 41. Gregory I (564) 42. Paul II (567) 43. Patra (571) 44. Domnus IV (586) 45. Julianus (591) 46. Athanasius I (595) 47. John II (636) 48. Theodorus I (649) 49. Severus (668) 50. Athanasius II (684) 51. Julianus II (687) 52. Elias I (709) 53. Athanasius III (724) 54. Evanius I (740) 55. Gervasius I (759) 56. Joseph (790) 57. Cyriacus (793) 58. Dionsius I (818) 59. John III (847) 60. Ignatius II (877) 61. Theodosius (887) 62. Dinousius II (897) 63. John IV (910) 64. Evanius (922) 65. John V (936) 66. Evanius II (954) 67. Dionysius (958) 68. Abraham I (962) 69. John VI (965) 70. Athanasius IV (987) 71. John VII (1004) 72. Dionysius III (1032) 73. Theodorus II (1042) 74. Athanasius V (1058) 75. John VII (1064) 76. Basilius II (1074) 77. Abdoone (1076) 78. Dionysius V (1077) 79. Evanius III (1080) 80. Dionysius VI (1088) 81. Athanasias VI (1091) 82. John IX (1131) 83. Athanasius VI (1139) 84. Michael I, the Great (1167) 85. Athanasius VIII (1200) 86. Michael II (1207) 87. JohnX (1208) 88. Ignatius III (1223) 89. Dionysius VII (1253) 90. John XI (1253) 91. Ignatius IV (1264) 92. Philanus (1283) 93. Ignatius Baruhid (1293) 94. Ignatius Ishmael (1333) 95. Ignatius Basilius III (1366) 96. Ignatius Abraham II (1382) 97. Ignatius Basilius IV (1412) 98. Ignatius Bahanam I (1415) 99. Ignatius l~aIejih (1455) 100. Ignatius John XII (1483) 101. Ignatius Noah (1492) 102. Ignatius Jesus I (1509) 103. Ignatius Jacob I (1510) 104. Ignatius David I (1519) 105. Ignatius Abdullah (1520) 106. Ignatius Naamathalak (1557) 107. Ignatius David II (1576) 108. Ignatius Philathus (1591) 109. Ignatius Abdullah II (1597) 110. Ignatius Cadhal (1598) 111. Ignatius Simeon (1640) 112. Ignatius Jesus II (1653) 113. Ignatius A. Massiah I (1661) 114. Ignatius Cabeed (1686) 115. Ignatius Gervasius III (1687) 116. Ignatius Gervasius IV (1708) 117. Ignatius Siccarablak (1722) 118. Ignatius Qervasius III (1746) 119. Ignatius Gervasius IV (1768) 120. Ignatius Mathias (1781) 121. Ignatius Bahanam II (1810) 122. Ignatius Jonas (1817) 123. Ignatius Gervasius V (1818) 124. Ignatius Elias II (1839) 125. Ignatius Jacob II (1847) 126. Ignatius Peter III (1872) 127. Boutros Ibn Salmo Mesko (Mar Ignatius Peter III (IV)) - Syrian Jacobite Patriarch of Antioch and the east, on December 4, 1876. 128. Antonio Francis Xavier Alvarez (Mar Julius I) - Archbishop of Ceylon, who, in accordance with the Patriarchal Bull of Ignatius Peter III, of January 1877, on the 28th of July 1879, was consecrated by Kadril Kooran (Mar Paul Athanasius), Bishop of Kottayan, and appointed as the representative of the Patriarch of Antioch, assisted by the Metropolitan Archbishops George Gregorius and Paul Evanius;129. Joseph Rene Vilatte - Archbishop Metropolitan of all the Orthodox Catholics of the Americas, who in accordance with the Patriarchal Bull of Ignatius Peter III, of 29 December 1891, did on the 29th of May 1892, at the Church of Notre Dame de Bonne-Mort in Columbo, Ceylon (Sri-Lanka), was consecrated with the assistence by the Syrian Metropolitan Archbishops Gregorius and Athanasius. 130. (Paolo) Miraglia Gulotti, Bishop of Piacenza, consecrated on May 6, 1900, by Archbishop Vilatte, with Alvarez, Athanasius and Georgius; 131. Jules Houssaye, Bishop of the Gallican Church, consacrated on December 4, 1904; 132. Louis Marie-Francois Giraud, Archbishop of Almyre, Gallican Patriarch, consecrated on June 21, 1911; 133. Jean Bricaud, consecrated on July 21, 1913; 134. Mar Leon Chechemian, consecrated on May 3, 1918; 135. Mar Andre Charles Albert MacLaglen. The exact date of this consecration has not been established, but +MacLaglen succeded +Chechemian as Primus Bishop of the Free Protestant Episcopal Church of England in 1919, so it seems to have been in 1918 or 1919. 136. Mar William Bernard Crow, consecrated on June 4, 1922; 137. Hugh George De Willmott Newman, consecrated on April 10, 1924: 138. Wallace David De Ortega Maxey (1927)139. Leofric, Archbishop of Suthonia140. Mar Georgius I, Archbishop of Glastonbury (1945) 141. Mar Johannes, Archbishop of Karim (1950). 142. Charles Philip Stuart Singer (Mar Phillipus), Bishop of the Old Holy Catholic Church of America (1952)(*) 143. Charles (Ignatius Carolus) Brearly, Bishop of Yorkshire UH (1954); Archbishop of Danum (1954)(*) 144. Andre Leon Barbeau, Archbishop of Quebec (1968)(*) 145. Andre Letellier, Coadjutor Archbishop of Quebec (Old Holy Catholic Church in Canada) (c 1968)146. Jean Paul A. Boucher (Michael), Archbishop of St. John Diocese - Charismatic Catholic Church of USA (c 1997) 147. Rogério Ribeiro Campos, Bishop of St John Baptist Diocese, Brazil (c 2005)(*) Bispos reconhecidos por Parecer do cardeal Gagnon (Cúria Romana), a pedido do Papa João Paulo II.Recebida de Dom José Carlos Teodoro, Brasil.1- Ordenado ao episcopado em 1993.2- Ordenante principal: Dom Rafael Linuesa Perez .ANTIOCHIAN ORTHODOX LINE (PATRIARCHATE OF ANTIOCH SUCCESSION)1. Peter, the Apostle (35)2. Eyodius (44) 3. Ignatius (Martyr) (68) 4. Earon (107)5. Cornelius (137) 6. Eados (142) 7. Theophilus (157) 8. Maximus (171) 9. Seraphim (179) 10. Asclepiades (Martyr) (189) 11. Philip (210) 12. Zebinus (219) 13. Babylos (Martyr) (237) 14. Fabius (250) 15. Demeirius (251) 16. Paul I (259) 17. Domnus I (270) 18. Timotheus (281) 19. Cyrilus (291) 20. Tyrantus (296) 21. Vitalius (301) 22. Philogonius (318) 23. Eustachius (323) 24. Paulinus (338) 25. Philabianus (383) 26. Evagrius (386) 27. Phosporius (416) 28. Alexander (418) 29. John I (428) 30. Theodotus (431) 31. Domnus II (442) 32. Maximus (450) 33. Accacius (454) 34. Martyrius (457) 35. Peter II (464) 36. Phiadius (500) 37. Serverius, the Great (509) 38. Sergius (544) 39. Domnus III (547) 40. Anastasius (560) 41. Gregory I (564) 42. Paul II (567) 43. Patra (571) 44. Domnus IV (586) 45. Julianus (591) 46. Athanasius I (595) 47. John II (636) 48. Theodorus I (649) 49. Severus (668) 50. Athanasius II (684) 51. Julianus II (687) 52. Elias I (709) 53. Athanasius III (724) 54. Evanius I (740) 55. Gervasius I (759) 56. Joseph (790) 57. Cyriacus (793) 58. Dionsius I (818) 59. John III (847) 60. Ignatius II (877) 61. Theodosius (887) 62. Dinousius II (897) 63. John IV (910) 64. Evanius (922) 65. John V (936) 66. Evanius II (954) 67. Dionysius (958) 68. Abraham I (962) 69. John VI (965) 70. Athanasius IV (987) 71. John VII (1004) 72. Dionysius III (1032) 73. Theodorus II (1042) 74. Athanasius V (1058) 75. John VII (1064) 76. Basilius II (1074) 77. Abdoone (1076) 78. Dionysius V (1077) 79. Evanius III (1080) 80. Dionysius VI (1088) 81. Athanasias VI (1091) 82. John IX (1131) 83. Athanasius VI (1139) 84. Michael I, the Great (1167) 85. Athanasius VIII (1200) 86. Michael II (1207) 87. JohnX (1208) 88. Ignatius III (1223) 89. Dionysius VII (1253) 90. John XI (1253) 91. Ignatius IV (1264) 92. Philanus (1283) 93. Ignatius Baruhid (1293) 94. Ignatius Ishmael (1333) 95. Ignatius Basilius III (1366) 96. Ignatius Abraham II (1382) 97. Ignatius Basilius IV (1412) 98. Ignatius Bahanam I (1415) 99. Ignatius l AIejih (1455) 100. Ignatius John XII (1483) 101. Ignatius Noah (1492) 102. Ignatius Jesus I (1509) 103. Ignatius Jacob I (1510) 104. Ignatius David I (1519) 105. Ignatius Abdullah (1520) 106. Ignatius Naamathalak (1557) 107. Ignatius David II (1576) 108. Ignatius Philathus (1591) 109. Ignatius Abdullah II (1597) 110. Ignatius Cadhal (1598) 111. Ignatius Simeon (1640) 112. Ignatius Jesus II (1653) 113. Ignatius A. Massiah I (1661) 114. Ignatius Cabeed (1686) 115. Ignatius Gervasius III (1687) 116. Ignatius Gervasius IV (1708) 117. Ignatius Siccarablak (1722) 118. Ignatius Qervasius III (1746) 119. Ignatius Gervasius IV (1768) 120. Ignatius Mathias (1781) 121. Ignatius Bahanam II (1810) 122. Ignatius Jonas (1817) 123. Ignatius Gervasius V (1818) 124. Ignatius Elias II (1839) 125. Ignatius Jacob II (1847) 126. Ignatius Peter III (1872)127. Paul Athanasius (1877)128. Julius Alvare (1879)129. Joseph Rene Vilatte (1892)130. George Alexander MoGuire (1921)131. Willian Frederick (1928)132. Jas. F. A . Lashley (1932)133. Wanderley Gonçalves de Almeida (1976)134. Rafael Linuesa Perez (1977)135. José Carlos Teodoro (1993)136. Rogério Ribeiro Campos (2005)Recebida de Dom Aparecido Pereira, Brasil.1- Ordenado ao episcopado em 2003.2- Ordenante principal: Dom Paulo Pereira .OLD CATHOLIC LINE(REBIBA-VARLET-HODUR SUCCESSION)(224) Scipione Cardinal Rebiba - Archbishop of Pisa, 1541; (225) Giulio Antonio Cardinal Santorio, 1566; (226) Girolamo Cardinal Bernerio,O.P, 1586; (227) Galeazzo Sanvitale , 1604; (228) Ludovico Cardinal Ludovisi , 1621; (229) Luigi Cardinal Caetani, 1622; (230) Giovanni-Battista Scannaroli (c 1622) (231) Antonio Cardinal Barberini (c 1655) (232) Charles Maurice Le Tellier (c 1668) (233) Jacques-Benigne Boussuet (c 1670) (234) Jacques Goyon de Matignon (c 1673) (235) Dominique Marie Varlet (c 1719) (236) Petrus Johannes Meindaerts, Archbishop of Utrecht (Old Catholic Church) (c 1739)(237) Johannes van Stiphout, Bishop of Haarlem (c 1745) (238) Gualterus Michael van Nieuwhuyzen, Archbishop of Utrecht (c 1768) (239) Adrianus Johannes Broekman, Bishop of Haarlem (c 1778) (240) Johannes Jacobus van Rhyn, Archbishop of Utrecht (c 1797) (241) Gisbert Cornelius de Jong, Bishop of Deventer (c 1805) (242) Willibrord van Os, Archbishop of Utrecht (c 1814) (243) Johannes Bon, Bishop of Haarlem (c 1819) (244) Johannes van Santen, Archbishop of Utrecht (c 1825) (245) Hermanus Heykamp, Bishop of Deventer (c 1853) (246) Casparus Johannes Rinkel, Bishop of Haarlem (c 1873) (247) Gerardus Gul, Archbishop of Utrecht (c 1892)(248) Francisco Hodur (1907) - Sagrado para a Igreja Católica Nacional Polonesa.(249) Wladyslaw Faron (1930)(250) Jan Piotr Perkowiski (1934)(251) Lírio do Prado Fontes (1963)(252) Hélio Del Bivar (1966)(253) Paolo Reale (1972)(254) Rafael Linueza Peres (1977)(255) Paulo Pereira (1997)(256) Aparecido Pereira (2003)(257) Rogério Ribeiro Campos (2005) OBSERVAÇÃO:I- A Sucessão Apostólica de Dom Rogério Ribeiro Campos é ininterrupta e  segue as Linhas Episcopais Vétero-Católica, Antioquena e Anglicana. A Linhagem Episcopal Vétero-Católica pode ser reconhecida como válida sob o enfoque histórico, matéria e forma - inquestionavelmente. A Linha Anglicana, até o presente, não tem o reconhecimento da Igreja Católica Apostólica Romana, por defeito de forma do antigo Ordinal Edwardiano, reformado em 1662 para sanar os vícios então existentes. Porém, está reconhecida pela Sé de Constantinopla desde 1922.NOTAS:A) A Igreja da Inglaterra manteve no tempo da Reforma o que é considerada a matéria essencial requerida para as ordenações, ou seja, a "imposição das mãos com a oração" seguindo o exemplo dos santos Apóstolos. Esta posição foi também recepcionada e confirmada pelo Papa Pio XII na Constituição Apostólica "Sacramentum Ordinis", de 30 de novembro de 1947; e desde então também tem sido considerada a matéria essencial requerida para as ordenaçãos na Igreja Católica Romana.B) Também foi recepcionada pela Igreja de Roma a antiga tradição de que estejam presentes três Bispos para sagrar um outro Bispo. Esta tradição foi confirmada e ordenada a ser observada universalmente pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C., e este costume tem sido cuidadosamente observado na Igreja da Inglaterra desde a Reforma. Neste sentido, se uma das linhas de sucessão episcopal for inválida, as outras duas linhas poderiam suprir a necessária validade. Então, todo Bispo que coloque suas mãos como um ordenante também transmite a sua linhagem episcopal junto ao Bispo que ele assiste na sagração.C) Da Igreja Vétero-Católica de Utrecht tem-se Bispos reconhecidos explicitamente pela Sé Apostólica de Roma.D) A Sucessão Apostólica de Dom Leon Zotique Barbeau e a de Dom Andre Letellier (da Igreja Católica Carismática do Canadá), as quais foram ordenadas a serem investigadas pelo Papa João Paulo II, foram reconhecidas como válidas Linhagens Apostólicas, confirmadas pelo Cardeal Eduardo Gagnon (15 de janeiro de 1918 - 25 de agosto de 2007). Ele foi um cardeal católico-romano canadense e Presidente do Pontifício Conselho para a Família, da Cúria Romana, por 16 anos, de 1974 até 1990. Ele chegou ao cardinalato em 25 de maio de 1985.NOTES (in English):A- The Church of England maintained at the time of the Reformation that the sole essential matter required for ordinations was the "laying on of hands with prayer" after the example of the holy Apostles. This position was also upheld and confirmed by Pope Pius XII in the Apostolic Constitution Sacramentum Ordinis, of the 30th November 1947; and since then this has been considered the sole essential matter required for ordinations in the Roman Catholic Church. B- Also upheld by the Church of Rome was the ancient tradition that at least three Bishops were required to consecrate a Bishop. This tradition was confirmed and ordered to be observed universally by the Council of Nicaea in 325 AD, and this custom has been carefully observed in the Church of England since the Reformation. In this way, if one of the lines of succession were invalid, the other two lines would supply the necessary validity. Thus every Bishop who joins in the laying on of hands is a co-consecrator who passes on his own line of succession to the Bishop he assists in consecrating. C- From the Old Catholic Church of Utrecht and from the Roman Catholic Church in Brazil valid episcopal orders were therefore transmitted to the Bishops of the Diocese of Japi - Anglican and Traditional; and because these Bishops had all been duly consecrated either according to the Roman Pontifical or else according to the Ordinal of the Book of Common Prayer of the Episcopal Church derived from the Anglican Ordinal of 1662, there can be no doubt whatsoever concerning the authenticity of their Apostolic Succession, nor of the validity of their orders. D- The Apostolic Sucession Line of Monseigneur Leon Zotique Barbeau and that of Monsegneur Andre Letellier (from the Carismatic Catholic Church of Canada) which was mandated to investigadet by John Paul II, which was recognized as a valid Apostolic Lineage, confirmed by Cardinal Édouard Gagnon (January 15, 1918 - August 25, 2007). He was a Canadian Roman Catholic Cardinal and President of the Pontifical Council for the Family for 16 years, from 1974 to 1990. He became a cardinal on May 25, 1985.Cardinal Gagnon´s statement:In 2002, Cardinal Gagnon as invited to investigate documentation relating to he episcopal orders received by Bishop Andre Letellier, with a view to commenting on the validit of his consecration. Bishop Letellier was consacrated on May 23, 1968, by the late Archbishop Andre Leon Zotique Barbeau of the Catholic Charismatic Church of Canada. Archbishop Barbeau had in turn been consacrated by Archbishop Charles (Ignatius Carolus) Brearley, an English Old Catholic Bishop based in Sheffield, UK.[Em 2002, o Cardeal Gagnon foi convidado a investigar a documentação relativa à Ordem Episcopal recebida pelo Bispo Andre Letellier, o qual recebeu comentários sobre a validade de sua sagração. O Bispo Letellier foi sagrado em 23 de maio de 1968 pelo falecido Arcebispo Andre Leon Zotique Barbeau, da Igreja Católica Carismática do Canadá. O Arcebispo Barbeau por sua vez tinha sido sagrado pelo Arcebispo Charles (Ignatius Carolus) Brearley, um Bispo vétero-católico inglês de Sheffield, Reino Unido]. 
Transcript of the statement: À qui de droit : Après avoir étudié la documentation relative à Mgr André Letellier et à ses prédécesseurs dans la succession épiscopale, je suis convaincu qu’il a été validement consacré évêque. Il ne m’appartient pas de me prononcer sur les rapports de l’organisation, incorporée sous le nom de « Église Catholique Charismatique du Canada » avec les Conférences des Évêques Catholiques du Canada et du Québec. Mais rien ne m’autorise à douter de la validité de l’ordination épiscopale de Mgr André Letellier par Mgr André Barbeau et de celle de Mgr Barbeau par l’Évêque Charles Ignace Brearley, Primat de l’Église des « Vieux Catholiques », ayant son siège en Angleterre. Les ordinations des « Vieux Catholiques » sont généralement considérées comme celles des évêques Orthodoxes. J’ai connu Mgr Barbeau il y a plus de 60 ans au Grand Séminaire de Montréal. J’ai eu peu de contacts avec lui par la suite, ayant exercé mon ministère loin d’ici. Mais il m’a toujours été connu comme un homme de prière, un mystique. Et je crois que ses disciples sont aussi, avant tout, des hommes de prière. + Édouard Cardinal Gagnon, p.s.s. Montréal, 6 mai 2002 Translation of the statement:To whom it may concern:After having studied the documentation about Mgr André Letellier and his predecessors in episcopal succession, I am convinced that he has been validly consecrated a bishop.   It is not my intention to rule on the reports of the organization, incorporated under the name of Catholic Charismatic Church of Canada with the Conference of Catholic Bishops of Canada and of Québec.But nothing allows me to doubt the validity of episcopal ordination of Mgr André Letellier by Archbishop André Barbeau and that of Archbishop Barbeau by Archbishop Ignatius Charles Brearley, Primate of the Church of the "Old Catholics" having its seat in England. The ordinations of the "Old Catholics " are generally considered to be the same as those of Orthodox bishops.I have known Archbishop Barbeau for more than 60 years since our time at the Grand Seminary of Montreal.  I have had little contact with him thereafter, having exercised my ministry far from here.  But he has always been known to me as a man of prayer, a mystic.  And I think that his disciples are also, above all, men of prayer. + Edouard Cardinal Gagnon, p.s.s. Montreal, 6 May 2002Tradução da Declaração do Cardeal Gagnon:A quem interessar possa:Depois de ter estudado a documentação sobre Dom André Letellier e de seus predecessores em sucessão episcopal, estou convencido de que ele tenha sido validamente consagrado bispo.Não é minha intenção de pronunciar-me sobre os relatórios da organização, constituída sob a denominação de Igreja Católica Carismática do Canadá para com a Conferência dos Bispos Católicos do Canadá e Quebec.Mas nada me permite duvidar da validade da ordenação episcopal de Monsenhor André Letellier feita pelo Arcebispo André Barbeau, e de Dom Barbeau feita pelo arcebispo Inácio Charles Brearley, Primaz da Igreja dos "Vétero-católicos" com sede na Inglaterra. As ordenações dos "Vétero-Católicos" são geralmente consideradas as mesmos que as dos bispos ortodoxos.Tenho conhecido o Arcebispo Barbeau por mais de 60 anos desde o nosso tempo no Seminário Maior de Montreal. Eu tive pouco contato com ele depois disso, por ter exercido o meu ministério longe daqui. mas ele sempre foi conhecido por mim como um homem de oração, um místico. E eu acho que os seus discípulos também são, acima de tudo, homens de oração.+ Edouard Cardeal Gagnon, p.s.s. Montreal, 6 de maio de 2002